NOVAS SOLUÇÕES EM PROTEÇÃO SOLAR

Protetor-Solar

Pesquisadores desenvolveram um filtro solar, feito com nanopartículas bioadesivas, que não são capazes de penetrar na pele, eliminando fortes preocupações de saúde relacionadas aos protetores solares comerciais. 

São muitas as preocupações sobre a segurança dos protetores solares, particularmente as relacionadas ao uso de nanopartículas; este novo desenvolvimento da Universidade de Yale, publicado na edição online da revista Nature Materials, afirma que pode ter encontrado uma solução – um protetor solar que se mantém na superfície da pele. 

“Descobrimos que quando aplicamos este protetor solar, ele não sai e, mais importante, ele não é capaz de penetrar na pele“, diz o autor sênior do estudo, Mark Saltzman, Professor da Fundação Goizueta de Engenharia Biomédica. 

“As nanopartículas são grandes o suficiente para se manterem somente na superfície da pele, e as nossas nanopartículas são tão adesivas, que elas nem sequer entram nos folículos pilosos, que são relativamente abertos.” 

Desenvolvimento

Para desenvolver este protetor solar, os pesquisadores criaram uma nanopartícula com um revestimento de superfície rico em grupos aldeído, que se colam à camada exterior da pele, de modo que a camada hidrofílica da nanopartícula fica essencialmente presa no ingrediente ativo, um químico hidrofóbico denominado Padimate O. 

Algumas soluções de filtros solares que utilizam partículas maiores de compostos inorgânicos, tais como dióxido de titânio ou óxido de zinco, também não penetram na pele; no entanto, estes são muitas vezes bastante espessas na pele, quase opacas, e assim, por razões estéticas, não são muito populares. 

Em seu estudo, a equipe da Yale diz que, usando uma nanopartícula para encapsular o Padimate O, um químico orgânico usado em muitos filtros solares comerciais, o protetor solar fica transparente, além de permanecer fora das células da pele e corrente sanguínea. 

Testes 

Testando seu protetor solar contra os raios UV, a equipe descobriu que, mesmo que usada uma quantidade significativamente menor do ingrediente ativo em comparação a protetores solares de mercado, sua formulação apresenta proteção igual contra queimaduras solares. 

Eles também analisaram um efeito indireto da luz UV, indicando que, quando os ingredientes ativos do filtro solar absorvem a luz UV, uma alteração química provoca a geração de espécies reativas de oxigénio (ERO). A equipe explica que, se os compostos  de um protetor solar penetram na pele, esta alteração química poderia causar danos celulares e, potencialmente, facilitar o câncer de pele. 

Testes de níveis de penetração do protetor solar da equipe de Yale foram realizados, e foi demonstrado que o mesmo não penetra na pele.

Outros testes também mostraram que uma quantidade substancial do filtro solar permaneceu sobre a superfície da pele após dias, mesmo após a exposição à água. Quando a pele foi repetidamente limpa com uma toalha, o novo filtro solar foi completamente removido.

Fonte: Cosmetics-Design Europe – Out 2015.